BBBobagens, discursos do Bial e ações da Dilma

BBBobagens, discursos do Bial e ações da Dilma

Talvez o vencedor do último BBB nos ajude a compreendermos algo de nós brasileiros. Nós, que, inebriados muitas vezes escolhemos e apreciamos, mais bons discursos que boas ações. Não, não acompanhei o BBB esse ano, não… Se vi um pedaço, uma parte, foi muito… Na reta final, bem final, resolvi me inteirar e descobri uma espécie de alegoria do que, brasileiros, somos.

Nós que, aprendemos com o tempo a aceitar a ideia de ter como presidente, alguém do povo, que possuía história de vida e discurso, não somos o único povo assim. Que isso nos sirva de consolo.

Quem sabe a gente com o tempo mude e aprenda a escolher. Afinal de contas temos uma História curta, pouco mais de quinhentos anos.

Fiquei sabendo que o que chamava a atenção mesmo dentro da casa do BBB nem era o Cezar e sim o triangulo amoroso Aline – Fernando – Amanda. Num país que tem como um dos principais produtos culturais novelas com enredos que valorizam triângulos amorosos o que importa ao público que acompanhava o reality show da rede Globo é o discurso às ações.

Se é que me entendem…

Na minha cidade, na sua, em qualquer lugar discursos valem muito.

Dilma é um Cézar da nossa macropolítica. Um Cézar com discursos que às vezes são feitos por assessores. Venceu porque se amparava num discurso. Aécio, Marina e o povo, um triângulo amoroso acompanhado de perto não foi merecedor do grande prêmio.

Cezar ficou rico e nós vamos viver nossas vidas.

A Dilma se reelegeu e nós vamos viver nossas vidas.

A realidade política brasileira não é um programa de tevê.

Aumentos nas tarifas de energia e água, nos combustíveis nos prejudicam e interferem em nossas vidas. Discurso nenhum vai compensar a inflação e o aumento no custo de vida. O Pedro Bial vai sentir sua abstinência do programa, dar entrevistas e se recolher a sua significância e vida que segue.

No futuro, quem sabe, aprendamos a escolher…

Quem sabe programas como o BBB não roubem tanto nosso tempo e passemos a nos preocupar mais com ações que com promessas vãs.

Quem sabe…

Você não esperava que discurso fosse um e ação outra?

Ah, você não votou no discurso de um, mas na ação…

E o grande prêmio afinal, nunca vai pra quem realmente merece… Né, não?

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