Bolsonaro é pop, mas isso é bom?

Bolsonaro é pop, mas isso é bom?

Jair Messias Bolsonaro é um cara que não passa em branco, pois sua personalidade é marcante. Todos sabem que ele é um Capitão da reserva do Exército Brasileiro, que já foi vereador e Deputado Federal por sete mandatos. Na maior parte do tempo, pertenceu ao Baixo Clero, que é como o grupo de parlamentares federais sem funções importantes, como Liderança do Partido, cargos na Mesa Diretora ou cargos no Governo Federal e, por consequência, sem expressão nacional, são conhecidos.

Com a análise do material chamado “Aparelho Sexual e Cia.”, o popular “Kit Gay”, nas Comissões Internas da Câmara Federal e no Ministério da Educação, Bolsonaro passou a ganhar adeptos em todo o território nacional, ao posicionar-se veementemente contra a distribuição de tal material na rede pública de ensino, notadamente para a educação infantil.

Todos sabem o que aconteceu de lá para cá, mas o que me espanta particularmente, é a maneira como as pessoas lidam com a imagem do Presidente Eleito. Ele é tão pop, que existem camisetas com seu rosto, não aquelas de campanha, mas umas da moda. As pessoas ainda lhe fizeram uma web série, figurinhas para redes sociais, passaram a utilizar suas frases de efeito cotidianamente e ainda o chamam de “Mito”.

É claro que tamanha exposição rendeu-lhe muitos inimigos, tanto que sofreu um atentado durante sua campanha à Presidência da República.

Dessa fama toda, nasce uma grande esperança em muitas pessoas, de que Bolsonaro resolverá todos os problemas – sobretudo os de ordem política e moral – do Brasil.

O que me preocupa nessa situação toda, é que por mais boas intenções que o Presidente Eleito tenha, a maioria das coisas não se resolverão facilmente ou por atitudes diretamente tomadas por ele. E a frustração nacional é um sentimento a ser evitado a todo custo, por qualquer governo responsável, pois isso pode levar a revoluções, desordens e demais problemas daí advindos, tais como as duas Grandes Guerras Mundiais. É por essa razão, inclusive, que Bolsonaro sempre salienta não ser o “salvador da pátria”.

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