Doppelgänger

Doppelgänger

De acordo com uma lenda germânica, os Doppelgängers são monstros que tem o poder de representar uma cópia idêntica de qualquer pessoa que ele escolha, inclusive nos segredos mais íntimos.

Os Doppelgängers gostam de atrapalhar a vida de seus duplicatas das mais diversas formas possíveis, realizando um simples afrontamento pessoal e até se passando pelo original, praticando atos que lhe gerarão problemas futuros.

O termo “doppelgänger” se originou da fusão das palavras alemãs “doppel”, que significa “duplo” e “gänger”, que pode ser traduzido como “ambulante”.

Considerando que tal lenda contraria tudo o que nos ensinam as Leis da Física, mas ainda traz uma forte ligação com a realidade, não tardou para que artistas se baseassem nela para criarem suas histórias, jogos, quadros, filmes, séries e afins. E o primeiro sujeito que teve essa ideia, ao menos que se tem notícia, foi Johann Paul Richter, em 1796, no romance Siebenkas. Nele, o protagonista é convencido por seu Doppelgänger a forjar a própria morte para se livrar da esposa.

Alguns acreditam que ver a própria cópia é um aviso de que a morte está próxima. Mas caso você aproveite para conversar com seu duplo-eu, o mesmo parecerá te dar bons conselhos para a vida, mas na verdade estará apenas plantando más ideias em sua mente.

Uma das provas mais críveis da existência de Doppelgängers se deu durante uma aula da professora de francês Emile Sageé, que lecionou na Letônia durante o século 19.

Na oportunidade, treze alunas viram o duplo-eu de sua professora surgir ao lado dela e imitar seus movimentos por algum tempo. Depois, durante uma aula de costura, enquanto a mesma professora cuidava do jardim, as alunas viram o seu duplo-eu aparecer mais uma vez, mas agora em uma cadeira.

A professora não gostou nada da experiência, pois de acordo com seus relatos, em ambos os momentos, ela sentiu muita fraqueza.

Mas, como eu dizia acima, com um universo tão cheio de possibilidades, Johann Paul Richter não foi o único a retratar os Doppelgängers em sua arte, tanto que eles são citados em diversas expressões artísticas da cultura pop, tais como nas séries de TV “Twin Peaks” e “C.S.I”, no jogo de videogame “Zelda: Ocarina of Time” e até mesmo no mais novo livro de Stephen King, denominado “Outsider”, dentre muitos outros exemplos envolvendo filmes, músicas, gibis e etc.

Talvez você acredite que os Doppelgängers realmente existem, mas para mim, é claro que tal fenômeno tem uma explicação científica, no caso, mais precisamente neurológica.

Os cientistas explicam que as “aparições” podem ser fruto da autoscopia, que é um fenômeno neurológico em que a pessoa experimenta a sensação de enxergar a si mesma como se estivesse fora do corpo. Diz-se, inclusive, que a autoscopia recorrente está ligada à esquizofrenia e epilepsia.

No ano de 2006, voluntários do Hospital Universitário de Genebra (Suíça) conseguiram ver, sentir e tocar suas “cópias” depois de terem seus cérebros estimulados eletricamente do lado esquerdo, onde estão guardadas informações a respeito da nossa própria imagem e personalidade.

E, cumpre ressaltar ainda, que o nosso DNA é tão complexo, que podem ser criadas quantidades infinitas de aspectos físicos, isso sem contar que no transcorrer da vida, cada pessoa ganha outras características marcantes, tais como cicatrizes, tom de pele, cortes de cabelo, barba, alterações na dentição e etc, de modo que encontrar alguém 100% esteticamente igual a você é impossível, então não há nem que se falar das características interiores, não é mesmo?

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