Hoje é Dia do Jornalista. E a Folha deu a palavra para Lula, o Presidiário da República!

Hoje é Dia do Jornalista. E a Folha deu a palavra para Lula, o Presidiário da República!

No dia 7 de abril, comemora-se o Dia do Jornalista. Poderíamos estar numa daquelas famosas e concorridas Festas da Imprensa, organizadas por nosso eterno Elias de Almeida Ward, homem capaz de unir os mais diversos setores da Imprensa de Avaré, entorno de uma mesma churrasqueira. Tarefa quase impossível, mas que ele repetia, ano após ano, com estranha e notável facilidade.

Acredito que todos os meus colegas de jornalismo concordam comigo nesse pensamento: Ser Jornalista é padecer no Paraíso. É a melhor e a pior profissão do mundo ao mesmo tempo. Dá uma adrenalina incrível e um prazer inenarrável vivenciar a história diante dos nossos olhos, e ser capaz de contar tudo para milhares de pessoas logo em seguida.

Entretanto, nem tudo são flores no Jornalismo. Ganhamos pouco, trabalhamos muito e somos censurados constantemente. Seja pelos poderosos, seja pelos nossos chefes e, até mesmo, por nosso público, que só gosta de ler, ver e ouvir o que lhe convém.

Foi nesse contexto, inclusive, que fundei o A Verdade Dos Fatos. Desde 2008 não tenho chefes, escrevo o que quero e os nossos patrocinadores sabem que, ao nos apoiar, não ganharão o direito de interferir em uma só linha do que é escrito nessas páginas. Quem está conosco, portanto, apóia o bom jornalismo e a imprensa crítica de verdade.

Sempre trabalhei acreditando que os dois lados de cada história aqui narrada, devem ser ouvidos. Esse é um princípio básico do jornalismo, inclusive.

Por isso convidei para escrever no AVDF colunistas que, na maioria dos assuntos, discordam de mim. À isso dá-se o nome de “contraponto”, palavra essencial para que a Democracia possa florescer vicejante em qualquer País do mundo, inclusive no nosso.

Mas não foi isso o que a Folha de São Paulo fez nesse Dia do Jornalista, ao dar a palavra ao primeiro Presidente da República legitimamente feito de presidiário em nossa história. Neste artigo, Lula repete a mesma ladainha de sempre: Está preso sem provas, a elite rica e branca não aceita que o negro e pobre tenha acesso à universidade e blá, blá, blá.

Para mim, três coisas nessa história são inadmissíveis:

  1. Que um jornal de circulação nacional dê voz a um criminoso condenado por ter sido ladrão enquanto ocupou o cargo de maior honradez dentro da estrutura política de nossa Nação;
  2. Que a Juíza da Execução da Pena de Lula permita que um presidiário mantenha tantas regalias às nossas custas, a ponto de se achar no direito de opinar sobre qualquer coisa que seja. Ou seria permitido ao Zé Ninguém, preso por furto de manteiga no mercado da esquina fazer o mesmo? Uns são mais presos que outros? E, finalmente;
  3. Que alguém, no regular uso de suas faculdades mentais acredite em uma só linha do que escreveu esse ladrão, que já foi condenado e que teve sua pena mantida pela segunda instância da Justiça Federal.

Quero deixar claro uma última coisa: Não se trata de Esquerda ou Direita. Não se trata de Patrão ou Empregado. Não se trata de Golpe ou Democracia. Lula está justamente preso porque se valeu do cargo de Presidente da República, para locupletar a si mesmo e aos seus, em detrimento do povo que supostamente defende.

Lula é tão canalha, que conseguiu a façanha de ser preso na Ditadura e na Democracia, prova cabal de que o problema não é o sistema político vigente à época de seus encarceramentos, mas sim ele mesmo. Lula é um mal em si mesmo, é o fato gerador de todos os problemas que o cercam. Lula, diferentemente do que ele parece querer crer, é o seu maior inimigo.

Tudo o que ele nos furtou poderia ter salvo a vida da Dona Maria, que morreu na fila da oncologia porque esperou demais. Poderia ter sido investido na plantação de feijão do Seu José, o que faria com que os mais pobres pudessem comer. Poderia ter sido empregado na compra de armamentos a serem usados na defesa das nossas fronteiras, que são invadidas diariamente por laboratórios estrangeiros que roubam nossas plantas e criam remédios que se tornam caríssimos quando voltam para as nossas farmácias e postos de saúde. Poderia ter sido investido na educação do Joãozinho, que ao invés de passar fome nas ruas, seria um notável cientista.

Poderia, poderia, poderia. Tudo poderia ser diferente, mas graças aos mandos e desmandos dessa corja liderada pelo agora Presidiário e outrora Presidente Lula, não podemos mais.

Lula poderia ser o orgulho de um País de terceiro mundo, por ter conseguido tirar milhões de pessoas da pobreza e por ter levado desenvolvimento e melhoria de vida ao seu povo. Mas conseguiu ser apenas um ladrãozinho qualquer, no momento em que permitiu que o poder, a ganância e a desonra lhe subissem à cabeça.

Feliz Dia do Jornalista!

Por José Renato Fusco, Editor-Chefe, MTB – 68.183/SP

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