Lou·cu·ra

Lou·cu·ra

A loucura é uma coisa tristemente engraçada. Ninguém quer ficar louco, mas seria louco se não enlouquecesse de vez em quando.

Até o próprio significado da palavra loucura é amplo. No dicionário, por exemplo, está que este substantivo feminino pode significar alienação mental, insensatez, imprudência,

extravagância, doidice e etc.

Já de acordo com a ciência, a loucura é segundo uma condição da mente, caracterizada por pensamentos tidos como anormais pela maioria.

Para os operadores do Direito, a comprovação da loucura desobriga os seus portadores a responderem por seus atos, inclusive os cometidos contra a sociedade.

Para os pensadores, a loucura não passa de motivo de inspiração. François La Rochefoucauld, por exemplo, dizia que “quem vive sem loucura não é tão sábio como pensa”, enquanto Friedrich Nietzche afirmava que “aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” Até Aristóteles deu um pitaco sobre a loucura, afirmando que nunca existiu uma grande inteligência sem uma veia de loucura.”

Ou seja, creio que não há motivos para que sejamos tão insensíveis ou até cruéis com aqueles que são tidos como loucos. E vale destacar que entre transtornos e loucuras, estão a depressão, bipolaridade, distúrbio do pânico, esquizofrenia, esclerose múltipla… enfim, todas muito enraizadas profundamente em nosso dia a dia, afinal quem não conhece ao menos uma pessoa tida como louca pelos demais?

Isso sem falar que provavelmente todos nós seremos tidos como loucos um dia, afinal de contas, com a idade avançada, tendemos a perder a sagacidade mental que nos é característica nos dias atuais. Isso se tivermos a sorte de o alzheimer não nos afligir antes do final da vida.

Previous Também não entendi...
Next Hipotéticas Manchetes Compartilhadas Nas Redes