O Museu Nacional e o desapego histórico do brasileiro

O Museu Nacional e o desapego histórico do brasileiro

Ouço muita gente dizer  que a imprensa está exagerando ao  chamar o incêndio do Museu Nacional de tragédia, afinal não morreu ninguém.

Mas pensar assim é um erro do tamanho do Brasil, pois ali se encontrava o que de mais belo já existiu em nossa história.

O Museu Nacional contava com um dos maiores acervos de antropologia e história natural do país, com cerca de 20 milhões de itens. Tal quantia o colocava entre os cinco museus mais importantes do mundo.

A instituição, que foi fundada por Dom João 6º no dia 6 de agosto de 1818, acabou de completar 200 anos, e guardava a maior coleção de múmias da América Latina, a qual foi iniciada por Dom Pedro.

Um erro bastante comum, é ver as pessoas dizerem que as chamas consumiram também a carta de Pero Vaz de Caminha, espécie de Certidão de Nascimento do Brasil. Mas não, pois importante documento está guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, bem como o Tratado de Tordesilhas, assinado por Portugal e Espanha em 1494 para dividir as terras descobertas pelas duas colônias fora da Europa.

Mas de toda maneira, se o Brasil é um País sem futuro, certamente agora é uma Nação sem passado. Dizer que o incêndio não é tragédia porque não morreu ninguém é um erro histórico, pois as chamas consumiram boa parte de nossa alma enquanto Nação.

Certo mesmo estava Millôr Fernandes, que certa vez disse: “O Brasil é o País do futuro. E sempre será”.

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