Pais de segunda viagem – O Recomeço.

Pais de segunda viagem – O Recomeço.

Quando se é pai pela segunda vez, você imagina que agora será diferente, com a experiência adquirida pelo primeiro filho, considerando-se um pai PhD juntamente com uma super mãe, nada vai abalar a serenidade desse momento mais maravilhoso da vida de uma família.  Bom, o discurso é bonito, fala a verdade, mas a realidade é que começam as mesmas coisas. O pai feito barata tonta com Baygon e a mãe com dor com uma “leitessuga” no colo, a diferença é que agora há uma outra criança questionadora mais crescida correndo pela casa também querendo a atenção.      

A vida familiar, até então rotineira com seus percalços, prazeres e afazeres, dá aquela pausa com fermata para outra rotina orbitando em volta do bebê e suas andanças com um quê de “déjà vu” por um tempo e:

– É você experimentar todos os 23 fusos horários diferentes de Brasília e entender o porquê do café ser o elixir da vida.

– É se preparar novamente para assistir e cantar a Galinha Pintadinha, Dora Aventureira, Peppa e outros atentamente para responder eventualmente alguns quizzes.

– É Pesquisar sobre os super-heróis da moda e tentar explicar que não existem super poderes, muito menos que você os “venceria” numa suposta batalha épica.

– É esperar um tempinho para sua filha seguir os passos do irmão e saber como funciona o “microfoninho” do Google do celular pra duvidar das coisas que diz, mesmo sendo formado em determinado tema, e ainda escutar aquela frase que deixa qualquer estudioso com cabelos em pé, “eu sei, vi na internet”. 

– É voltar a frequentar mais farmácias que esfiharias.

– É encontrar no mercado no fim de semana seus amigos passando saco de carvão, bebidas e carne no caixa enquanto você de olheira entra com o cestinho cheio de fraldas, lenço umedecido, creme dermatológico, leite e um kinder ovo.

– É você ficar em segundo plano para tudo, ninguém te pergunta mais como vai você, mas sim como vai o bebê.

– É não se preocupar se perder todos os contatos do celular, mas se desesperar se não achar o fone do pediatra.

– É marcar um compromisso e chegar (ainda mais) atrasado porque teve naquela hora, com tudo pronto, apostos e seguros no carro, um imprevisto com surpresinha na fralda.

– É não ter nojo de qualquer eventualidade pueril e trocar a camisa “gorfada” de leite.

– É ter seus instrumentos deixados de lado por um tempo, mas testados na resistência das cordas, braço e tarrachas.

– É ter os controles remotos desmontados por quedas ou umedecidos por baba.

– É você ver em todos os traços de tua filha alguma própria feição ou de um parente.

Enfim, essas e outras coisas que a gente já passou e desejou voltar a passar novamente, mas que compensa cada estafado instante ao ver o brilho dos olhos mais intenso e o sorriso banguela mais lindo e sincero que existe.   Até uma (babando) outra!!!

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